O Vale do Gravataí é uma área que corresponde a aproximadamente 40% da extensão territorial da Região Metropolitana de Porto Alegre, e apresenta uma população de quase um milhão de habitantes, distribuída somente nos municípios de Gravataí, Viamão, Alvorada, Cachoeirinha, Taquara, Glorinha, e Santo Antônio da Patrulha.
Atualmente, o Vale vive um novo ciclo de desenvolvimento econômico baseado na industrialização que desencadeia a ampliação do setor de comércio e serviços. Como conseqüência disso, temos um grande crescimento populacional, conforme IBGE - Senso 2010. Esta nova expansão traz consigo o agravamento da falta de alguns serviços públicos, pois historicamente, estes municípios receberam poucos investimentos públicos, se comparados com o restante da Região Metropolitana de Porto Alegre e do estado.
O Governo do Estado do Rio Grande do Sul, através da Secretaria de Estado da Saúde, definiu como prioridade a construção de quatro novos Hospitais. Os estudos apontam que um deles deve ser instalado na Região Metropolitana de Porto Alegre, como parte da sua estratégia para organizar o atendimento hospitalar no estado.
Cabe destacar que as Secretarias Municipais e a Secretaria de Estado da Saúde têm a compreensão da necessidade de uma reorganização de todo o Sistema de Saúde da Região, ampliando e qualificando as suas redes de atenção básica, os serviços especializados, bem como o ajuste dos fluxos com os pronto-atendimentos existentes, a construção de UPAs e a reestruturação das atuais estruturas hospitalares.
A região tem o menor número de leitos per capita do estado, aproximadamente 0,7 leitos por mil habitantes1, contra uma média estadual de 2,7 leitos por mil habitantes. O problema agravou-se ainda mais com a redução do investimento na ampliação de leitos hospitalares que ocorreu a partir dos anos 80 do século passado. Em conseqüência disso, a região apresenta baixa resolução dos casos, onde apenas 46% dos casos são atendidos nos municípios do Vale do Gravataí. A média dos demais municípios da região metropolitana é a solução de 75% dos casos.
O Projeto será elaborado e novamente submetido a apreciação do Ministério da Saúde. Apó a conclusão da obra, a região contará com mais 350 leitos, sendo 30 leitos de UTI adulto, 10 leitos de UTI pediátrica e 10 leitos de UTI neonatal. Além do atendimento da obstetrícia de baixo risco, atendimento da obstetrícia de alto risco, atendimento de procedimentos de trauma de média complexidade, alta complexidade em traumato-ortopedia, atendimento em cirurgia geral eletivo e clínica médica, pediatria e psiquiatria. Atendimento de neurocirurgia em média e alta complexidade. Ambulatório para seguimento e suporte das especialidades, conforme referências regionais em gestação de alto risco, traumato-ortopedia, reabilitação física e neurocirurgia. Teremos também, outros ambulatórios em especialidades clínicas, especialidades cirúrgicas, gineco-obstetrícia e sub-especialidades pediátricas. Além do Serviço Auxiliar de Diagnóstico e Terapia composto por tomografia computadorizada, radiologia convencional e contrastada, endoscopias, laboratório clínico, hemodinâmica, eletrofisiologia ecografias e medicina nuclear.

Olá Carlito! Parabéns pelo engajamento! Espero realmente que este hospital traga melhorias para Gravataí. Moro aqui há 17 anos, ganhei minhas crianças do Hospital Dom João Becker, e procurei muito o atendimento desta Instituição, e digo como moradora, que deixa muito a desejar, principalmente o atendimento.Somente um desabafo! Eu particularmente ficaria muito feliz de ver uma Casa de Parto, que desse atenção a parturiente de uma forma integral, digna e respeitosa, e que se espelhace nas recomendações da Organização Mundial da Saúde. Sem procedimentos desnecessários e custos altíssimos para o município. Com uma equipe atenta as necessidades da mulher, GOs, obstetrizes, pediatras, neonatologista, fisioterapeutas e a Doula, que conforta a mulher diminuindo várias intervenções e o tempo de trabalho de parto. Gravataí se não me engano seria pioneira neste tipo de atendimento no Estado, que é tão comum em outros como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas, Pernambuco, etc.
ResponderExcluirBem, mais uma vez, parabéns pelo engajamento! Abraço!