Reajuste deve injetar 47 bilhões de reais na economia brasileira a partir de 1º de janeiro de 2012, quando piso de 622 reais começa a ser pago.
O trabalhador brasileiro começa 2012 com mais dinheiro no bolso: a partir de 1º de janeiro, o salário mínimo salta de 560 para 622 reais. Para a economia brasileira, o reajuste significa uma injeção de 47 bilhões de reais e uma arrecadação de impostos sobre o consumo de até 22,9 bilhões, segundo estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Desde 1979 o mínimo não tinha tanto poder de compra frente à cesta básica: o valor atual corresponde a 2,25 cestas, que é composta por 13 itens de alimentação, incluindo carne, leite, feijão, arroz e banana. "Embora o salário mínimo ainda seja insuficiente, inegavelmente houve uma melhora nesse período", comenta José Silvestre Prado de Oliveira, do Dieese.
O aumento de 14,13% no piso nacional – que, com o desconto da inflação estimada para 2011, equivale a um ganho real de 9,2% – é o segundo maior dos últimos anos. Em 2006 o acréscimo real havia sido recorde, de 13,04%.
O Dieese também calcula a quantia ideal para suprir todas as necessidades do trabalhador, incluindo moradia, alimentação, educação e transporte. Segundo estimativas atuais, esse "salário necessário" teria que ser 4,1 vezes maior do que o mínimo vigente. "Há poucos anos, o cálculo mostrava que o piso tinha que ser 6,4 vezes superior", destaca Oliveira.
A presidenta Dilma dá sequência a política do governo LULA e amplia o poder de compra do salário mínimo. Desde 2007, o piso nacional é corrigido com base na produtividade média da economia e no índice de inflação. Essa regra acordada entre governo e sindicatos vale até 2023. "Se a economia brasileira crescer em torno de 4% e 5% nos próximos anos, o salário mínimo poderia dobrar até 2023 em valores reais", prevê o porta-voz do Dieese.
Carlito Nicolait afirma que: "Durante os Governos de LULA e Dilma o salário mínimo já acumula um ganho real de 65,9%, esta desconcentração da riqueza aliada aos programas sociais que distribuem renda e ao desenvolvimento econômico criam uma perspectiva ainda melhor para o nosso país."
Fonte: DW World

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